O deputado estadual Nelson Leal acionou a Justiça contra o senador Jaques Wagner após a divulgação de uma pesquisa eleitoral falsa sobre a disputa das eleições de 2026. A declaração do petista foi feita durante entrevista à TV Baiana, nesta quarta-feira (21). Na ocasião, o senador atribuiu ao instituto AtlasIntel um suposto levantamento que indicaria vitória do governador Jerônimo Rodrigues ainda no primeiro turno. “Atlas/Intel fez uma pesquisa, deve ser recente desta semana, dando as possibilidades de Jerônimo ganhar no primeiro turno com 54% dos votos”, afirmou Wagner. Após a repercussão, o próprio instituto negou a existência da pesquisa citada. Em declaração ao Correio, o chefe de Risco Político e Análise Política da AtlasIntel, Yuri Sanches, afirmou que o levantamento mencionado não foi realizado. Diante da negativa oficial, Nelson Leal reagiu e anunciou que adotaria medidas judiciais contra o senador. “É uma irresponsabilidade dupla, pois ele é senador da República e líder do governo. Espalhar fake news é crime. Passou um tempão falando que o ex-presidente Bolsonaro propagava fake news e agora faz isso em entrevista. Isso mostra o desespero deles”, declarou. O parlamentar também ressaltou que a legislação prevê punições para a divulgação de informações falsas, especialmente quando praticadas por agentes públicos no exercício do mandato. “Estou entrando com processo contra ele. Está na lei: aquele que difunde fake news poderá ser responsabilizado por crimes contra a honra, por exemplo. Os que exercem mandatos eletivos, como Wagner, podem ser responsabilizados por crime de responsabilidade”, completou.
O primeiro suplente do União Brasil, Luciano Ribeiro, tomou posse como deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) na manhã de quinta-feira (22). Ele assume a vaga deixada pelo deputado Alan Sanches, que morreu no último sábado (17). A cerimônia de posse foi realizada na sala da Presidência da Alba e conduzida pela presidente da Casa, a deputada Ivana Bastos. O ato contou com a presença de familiares, amigos e parlamentares, entre eles Kátia Oliveira (União Brasil), Júnior Nascimento (União Brasil) e Tiago Correia (PSDB). Durante a solenidade, Ivana Bastos deu boas-vindas ao novo parlamentar e destacou o sentimento duplo que marcou o momento. Segundo ela, a posse representa alegria pelo retorno de Luciano Ribeiro ao Legislativo, mas também tristeza pela perda de Alan Sanches. “Esse é um momento de dor, mas também é um momento em que o Parlamento precisa continuar”, afirmou. Após a assinatura do termo de posse e o juramento regimental, Luciano Ribeiro fez um breve pronunciamento. O deputado destacou o desafio de honrar o legado de Alan Sanches, a quem definiu como amigo e colega de Parlamento. Ele ressaltou ainda a afinidade de perfil político entre ambos e o compromisso com a defesa dos mais humildes. O parlamentar também afirmou que pretende honrar os 63.640 votos recebidos na eleição de 2022, quando ficou na suplência do partido. “Vou defender os baianos com coerência e com os princípios nos quais acredito”, declarou. O ato de posse foi assinado pela presidente Ivana Bastos, por Luciano Ribeiro e pelo secretário-geral da Mesa Diretora, Carlos Lima Cavalcante Neto.
Trajetória
José Luciano Santos Ribeiro nasceu em 22 de dezembro de 1960, no município de Caculé, no sudoeste da Bahia. É advogado, formado pela Faculdade de Direito Teófilo Otoni, e pós-graduado em Direito Público Municipal e Processo Civil pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Luciano Ribeiro foi prefeito de Caculé por dois mandatos e chegou à Alba após ser eleito deputado estadual em 2014. No Legislativo baiano, atuou como líder da oposição e integrou diversas comissões permanentes e especiais, entre elas as de Assuntos Territoriais e Emancipação, Constituição e Justiça, Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, além das comissões especiais da Ferrovia de Integração Oeste-Leste e de Promoção da Igualdade.
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) marcou para quinta-feira (22) a posse do deputado Luciano Ribeiro (União Brasil), que retorna ao Parlamento baiano para ocupar a vaga deixada pelo deputado Alan Sanches, falecido recentemente. A convocação para o ato de assunção do mandato foi assinada pela presidente da Casa, Ivana Bastos, e publicada no Diário Oficial Eletrônico do Legislativo desta terça-feira (20). A solenidade será realizada no gabinete da presidência, onde o novo parlamentar fará o juramento de cumprir a Constituição Estadual e assinará o termo de posse.José Luciano Santos Ribeiro nasceu no município de Caculé, no sudoeste da Bahia, em 22 de dezembro de 1960. Ele cursou o ensino fundamental nas escolas Dona Júlia Montenegro Magalhães e Colégio Antônio Santana, em Licínio de Almeida, e concluiu o ensino médio no Colégio Norberto, em Caculé. Luciano Ribeiro é formado em Direito pela Faculdade de Direito Teófilo Otoni. Advogado e primeiro suplente do União Brasil, Luciano Ribeiro é casado com Sônia Maria Pinheiro Novais Ribeiro. Ex-prefeito de Caculé, administrou o município entre 2005 e 2012. Em 2014, foi eleito deputado estadual pelo então Democratas, exercendo seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa da Bahia. Durante sua passagem pela ALBA, Luciano Ribeiro integrou diversas comissões permanentes e especiais. Foi vice-presidente da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação (2015–2017), além de ter ocupado a vice-presidência das comissões de Constituição e Justiça (2016) e de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle (2017). Também atuou como titular das comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo; da Especial da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol–Porto Sul); da Especial de Promoção da Igualdade; e da Comissão de Constituição e Justiça, além de ter sido membro de outros colegiados temáticos da Casa.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro estava preso antes na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde começou a cumprir sua pena de 27 anos por golpe de Estado e outros crimes. Segundo a decisão de Moraes, a transferência de Bolsonaro para uma Sala de Estado Maior, "permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo a recomendação médica". A Papudinha fica ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. No local já estão o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Segundo informações do STF, a cela onde Bolsonaro ficará na Papudinha possui 64 metros quadrados e comporta quatro pessoas, mas será usada exclusivamente pelo ex-presidente. Anderson Torres e Silviei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente ficará, disse ainda o Supremo. Ao determinar a transferência, Moraes rebateu críticas de que Bolsonaro estaria preso em condições precárias na Polícia Federal. O ministro citou os problemas estruturais do sistema penitenciário brasileiro e disse que o ex-presidente tinha condições privilegiadas em relação aos demais presos do país. Moras também acusou familiares do ex-presidente e seus apoiadores de realizarem uma "campanha fraudulenta" sobre as condições da prisão na PF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda enquanto caminhava e apresentou traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado, que integra a equipe que atende o ex-presidente. Ele havia sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a deixar a cela na Superintendência da Polícia Federal (PF). “Na madrugada de ontem [terça-feira], o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, explicou Caiado à imprensa. Após a avaliação médica, Bolsonaro retornou à Superintendência da PF, que fica próxima ao hospital. Um boletim divulgado pelo DF Star confirmou o traumatismo craniano leve, sem necessidade de intervenção complexa. “Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente”, detalhou o cirurgião geral Claudio Birolini, responsável pelo relatório. O médico Brasil Caiado também apontou que a queda pode estar relacionada a episódios de desorientação provocados pela interação de diferentes medicamentos.”Há uma suspeita inicial e nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento da crise de soluços. Se esses quadros forem recorrentes, colocam o presidente em uma zona de maior risco”, explicou.
O núcleo político do governo da Bahia já definiu, nos bastidores, a composição da chapa que deve disputar as eleições de 2026. O governador Jerônimo Rodrigues deve concorrer à reeleição ao lado dos senadores Jaques Wagner e Rui Costa, que seriam os candidatos ao Senado Federal. A articulação é tratada como consolidada entre integrantes do chamado núcleo duro governista. A formação, classificada internamente como “puro-sangue”, conta com o aval do senador Otto Alencar e teria o incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vê o Nordeste como estratégico para ampliar a bancada de esquerda no Senado. A avaliação no Palácio do Planalto é de que a Bahia tem potencial para eleger dois senadores do PT. A composição é considerada a mais competitiva para enfrentar a oposição em 2026, liderada por ACM Neto, com apoio do bolsonarismo e a provável candidatura de João Roma ao Senado. Apesar da definição interna, o governo evita tratar do tema publicamente. A principal preocupação é manter na base o senador Angelo Coronel, que ficaria fora da disputa pela reeleição ao Senado com a chapa definida. Integrantes do governo discutem alternativas para evitar um racha, como ampliar o espaço do PSD na composição majoritária. Entre as possibilidades avaliadas está a indicação do deputado federal Diego Coronel para a vaga de vice-governador. Outra hipótese envolve acordos futuros, como a suplência nas candidaturas ao Senado, condicionadas a cenários nacionais e à eventual reeleição de Lula. Além do PSD, o governo também precisa equacionar a situação do MDB, que atualmente ocupa a vice-governadoria com Geraldo Júnior. A manutenção da unidade da base depende de novas negociações para acomodar os partidos aliados. Mesmo diante das incertezas, lideranças petistas e do PSD avaliam que a base governista deve permanecer unida até 2026. Nos bastidores, porém, não é descartada a possibilidade de mudanças no alinhamento político ao longo do processo eleitoral.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu neste domingo (21), por decisão liminar, os efeitos do Artigo 10 do Projeto de Lei nº 128/2025, aprovado pelo Congresso Nacional, que revalidava o pagamento de emendas de relator, conhecidas como orçamento secreto. A decisão ainda será analisada pelo plenário da Corte. O dispositivo autorizava o pagamento, até o fim de 2026, de restos a pagar cancelados desde 2019, incluindo despesas relacionadas às emendas parlamentares RP 9. O impacto estimado da medida é de cerca de R$ 3 bilhões. A suspensão foi determinada no âmbito de uma ação apresentada por deputados federais e pelo partido Rede Sustentabilidade. Na decisão, Flávio Dino afirmou que a revalidação dos valores é incompatível com o regime jurídico atual. Segundo o ministro, o STF já declarou a inconstitucionalidade das emendas de relator em julgamentos anteriores, o que impede a retomada desse tipo de despesa por meio de nova legislação. O ministro também concedeu prazo de dez dias para que a Presidência da República preste esclarecimentos sobre a compatibilidade do artigo com as regras de responsabilidade fiscal e com o plano de trabalho aprovado pelo STF, que condiciona a liberação de emendas a critérios de transparência e rastreabilidade. Ao justificar a liminar, Dino avaliou que o dispositivo aprovado pelo Congresso apresenta indícios de violação ao devido processo constitucional orçamentário e às normas fiscais. O ministro ressaltou ainda que o país enfrenta dificuldades fiscais e que os três Poderes têm o dever de atuar de forma conjunta para preservar o equilíbrio das contas públicas.
O senador Ângelo Coronel fez um discurso com tom pessoal ao relembrar a própria trajetória de vida e reafirmar a intenção de continuar no Senado Federal. A declaração foi dada em recente manifestação pública do parlamentar. Durante a fala, Coronel recordou a infância longe da família e afirmou que deixou a casa dos pais ainda criança para estudar como interno. Segundo ele, o convívio com a família era restrito a datas específicas ao longo do ano. O senador disse que a experiência contribuiu para formar sua visão de mundo e fortalecer a resistência diante das dificuldades. Ao relatar os reencontros com os pais, Coronel afirmou que as lembranças ainda provocam emoção. Ele destacou que a vivência longe da família o ensinou tanto sobre o impacto do afastamento quanto sobre a importância da dedicação a objetivos de longo prazo. No discurso, o senador também associou a própria história pessoal à atuação política. Segundo ele, a principal motivação para permanecer no Senado é a possibilidade de apoiar os municípios. Coronel afirmou que, ao contribuir com as prefeituras, considera que está atendendo diretamente à população que vive nas cidades.
O plenário do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia decidiu na segunda-feira (15) acolher o recurso apresentado pelo prefeito de Ibicuí, Salomão Cerqueira, e pelo vice-prefeito Doda Morais, e reverter a decisão da 146ª Zona Eleitoral de Iguaí que havia determinado a cassação dos diplomas da chapa. Durante o julgamento, os desembargadores entenderam que não ficou caracterizado abuso de poder político no caso analisado. A defesa argumentou que o evento festivo em homenagem ao padroeiro do distrito de Ibitupã é realizado tradicionalmente todos os anos e que não houve irregularidades capazes de justificar a perda dos mandatos. O Ministério Público Federal também se manifestou favoravelmente ao provimento do recurso apresentado pela defesa. Com a decisão do TRE-BA, foram restabelecidos os direitos políticos do prefeito, do vice-prefeito e do ex-prefeito Marcos Galvão, que também era citado no processo. O caso havia ganhado repercussão após a sentença de primeira instância que apontava supostas irregularidades relacionadas aos festejos realizados no distrito de Ibitupã.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou que deve deixar o cargo em abril de 2026 para concorrer ao Senado, caso confirme a candidatura. Segundo ele, uma conversa definitiva sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prevista para o início de janeiro. De acordo com Rui Costa, a eventual candidatura se insere na estratégia do governo federal de fortalecer as disputas ao Congresso Nacional, especialmente ao Senado. Ele destacou que a legislação eleitoral exige a desincompatibilização de ministros seis meses antes do pleito e afirmou que sua programação é deixar o ministério no dia 13 de abril. Na última semana, o senador Jaques Wagner (PT) publicou um vídeo nas redes sociais ao lado de Rui Costa e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o que intensificou as especulações sobre a formação de uma chapa chamada de “puro-sangue” para as eleições de 2026. Caso a articulação se confirme, a Bahia poderá ter três ex-governadores disputando cargos majoritários no próximo pleito.
A Câmara dos Deputados rejeitou, na madrugada desta quarta-feira (10), a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que está presa na Itália desde julho após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O placar foi de 227 votos a favor da cassação e 170 contra. Para a perda do mandato, eram necessários 257 votos. Dez parlamentares se abstiveram. Com o resultado, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada. A decisão do plenário contraria o entendimento da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que havia recomendado a cassação. No parecer aprovado na comissão, o relator Claudio Cajado (PP-BA) afirmou que haveria “incompatibilidade absoluta” entre o encarceramento em regime fechado e o exercício do mandato parlamentar. Carla Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após o trânsito em julgado, ela deixou o Brasil e acabou presa na Itália, onde permanece enquanto aguarda decisão sobre sua extradição.
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (9) o projeto de lei conhecido como PL da Dosimetria, que altera critérios de cálculo de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto foi aprovado por 291 votos a favor e 148 contra, com uma abstenção. A sessão transcorreu sem obstrução. Relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), o projeto pode impactar diretamente a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde 22 de novembro e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na tentativa de golpe de Estado. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo o relator, a proposta altera o cálculo da pena aplicada aos condenados, o que pode reduzir significativamente o tempo de prisão. Hoje condenado a 27 anos e três meses, Bolsonaro poderia ter a pena recalculada para um intervalo entre 7 e 14 anos. Caso a revisão determine cumprimento inicial em regime fechado, o tempo efetivo poderia cair para aproximadamente dois anos e quatro meses. Paulinho da Força afirmou que o novo texto também deve beneficiar outros réus do 8 de janeiro. “Aquelas pessoas presas serão soltas. As que usam tornozeleira e as que estão fora do Brasil também serão alcançadas. E quem recebeu penas maiores terá redução”, disse. O projeto segue agora para análise do Senado.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmou nesta quarta-feira (3) a indicação do deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). O nome do parlamentar foi encaminhado à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), responsável por analisar e votar a escolha para o cargo de conselheiro. A indicação ocorre após a decisão do PSD de chancelar o nome de Otto Alencar Filho, que é filho do senador Otto Alencar, uma das principais lideranças da legenda no estado. A vaga no TCE foi aberta com a aposentadoria do conselheiro Antônio Honorato de Castro Neto, anunciada recentemente. Com o envio da mensagem à Alba, o deputado deverá ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça antes de a indicação seguir para votação em plenário. Caso aprovado, Otto Alencar Filho assumirá uma das cadeiras do órgão responsável pela fiscalização das contas públicas do estado.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, divulgou na terça-feira (02) um vídeo nas redes sociais em que critica o discurso do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, sobre priorizar políticas voltadas aos mais pobres. Neto afirmou que a população não tem percebido mudanças concretas e que a realidade vivida pelos baianos não corresponde à narrativa apresentada pelo governo estadual. No vídeo, Neto questiona a efetividade das ações na área social e destaca problemas na saúde pública. Ele citou dificuldades enfrentadas por pacientes na regulação e superlotação em hospitais, afirmando que o governo não tem conseguido entregar melhorias estruturais. O ex-prefeito também declarou que a gestão estadual “perdeu a guerra para o crime organizado”, ao mencionar índices de violência e insegurança no estado. ACM Neto criticou ainda o volume de empréstimos contratados pela gestão de Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, o governo já solicitou R$ 26 bilhões em três anos, sem que, na avaliação do ex-prefeito, esses recursos tenham resultado em avanços significativos para a população. Ele afirmou que, quando esteve à frente da prefeitura de Salvador, destinou a maior parte do orçamento a projetos com impacto direto na vida dos moradores, cobrando postura semelhante do governo estadual. No vídeo, o ex-prefeito também questionou o número de casas populares entregues pela atual gestão e a falta de novos programas sociais considerados estruturantes. Neto disse que os baianos esperam ações práticas nas áreas de emprego, alimentação e segurança pública, e reforçou críticas ao PT, partido que governa o estado há duas décadas.
A possível indicação do deputado federal Otto Alencar Filho ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) abriu uma nova movimentação na bancada baiana da Câmara dos Deputados e voltou a colocar o nome do suplente Charles Fernandes no centro do debate político. Caso o governador Jerônimo Rodrigues confirme a escolha do PSD, a vaga deixada na Câmara seria ocupada pelo ex-parlamentar, que reassumiria automaticamente o mandato. O nome de Otto Filho ganhou força após declarações públicas do senador Otto Alencar, que afirmou, em solenidade na Assembleia Legislativa da Bahia, que a indicação conta com apoio das bancadas estadual e federal do PSD, além da presidente da ALBA, Ivana Bastos. Em seguida, o líder do partido na Câmara, Antonio Brito, reforçou que há consenso interno em torno do nome do deputado para o TCE, o que intensificou as articulações. O eventual retorno de Charles Fernandes representa uma reviravolta em sua trajetória recente. Ele deixou o mandato após o titular Sérgio Brito reassumir a cadeira na Câmara, o que gerou dificuldades políticas e administrativas em sua base. Aliados relatavam que prefeitos da região cobravam o atendimento de demandas pendentes, especialmente relacionadas a máquinas, implementos agrícolas e outros projetos que dependiam de atuação parlamentar até março de 2026. A sinalização favorável à indicação de Otto Filho devolve protagonismo a Charles e recoloca seu nome no tabuleiro estratégico do PSD para 2026. O partido avalia cenários internos, incluindo impactos na formação da chapa majoritária para o próximo pleito estadual. Mesmo assim, a decisão final cabe ao governador Jerônimo Rodrigues, que ainda não oficializou a escolha. Enquanto o anúncio não ocorre, a possibilidade de mudança já altera o ambiente político dentro do PSD e alimenta a expectativa de que Charles Fernandes possa retomar o mandato federal em um momento decisivo das articulações eleitorais.
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