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A Record TV denunciou, nesta segunda-feira (27), o uso indevido de sua marca em uma pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com abrangência na Bahia. A emissora declarou que não contratou, autorizou ou possui qualquer vínculo com o Data Povo Instituto de Pesquisa Marketing e Consultoria Ltda., responsável pelo levantamento.
Em nota oficial assinada pelo seu Departamento Jurídico, a emissora informou que já acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. O registro da pesquisa, que aponta a Record como contratante, foi identificado no sistema de transparência da Justiça Eleitoral na última sexta-feira (24), integrando um pacote de cinco levantamentos sobre o cenário das eleições de 2026.
O instituto Data Povo, sob o CNPJ 24.091.590/0001-73, tem como responsável o empresário Laecio da Costa Figueiredo. O nome do empresário consta em registros de 2017, quando foi preso no Distrito Federal sob acusação de envolvimento em golpes que teriam movimentado mais de R$ 3 milhões. Na época, investigações apontaram fraudes que incluíam o uso de documentos falsos para aluguel e venda irregular de imóveis.
O episódio acende um alerta sobre a fiscalização de pesquisas eleitorais no estado e a necessidade de maior rigor na checagem de dados antes da divulgação pública. A Record reforçou que tomará todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para coibir o uso não autorizado de seu nome e garantir a punição dos responsáveis pela irregularidade.
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