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Monique Medeiros se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (20) e voltou à prisão. A medida ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) manter a ordem de prisão preventiva contra ela, acusada de participação na morte do menino Henry Borel, em 2021. A decisão foi confirmada na sexta-feira (17) pelo ministro Gilmar Mendes, que rejeitou pedidos da defesa, incluindo a concessão de prazo para apresentação voluntária.
O ministro Gilmar Mendes determinou que a Secretaria estadual de Polícia Penal informe, em até 24 horas, o local onde Monique deverá permanecer presa. Em sua análise, Mendes acolheu embargos apenas para complementar a fundamentação, sem alterar o resultado da prisão imediata. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, também réu no caso Henry Borel, segue preso.
A soltura anterior de Monique, concedida pela juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), em 23 de março, havia sido baseada no argumento de "excesso de prazo". Contudo, o ministro do STF afastou essa tese, justificando a prisão preventiva pela gravidade dos fatos e por indícios de coação de testemunhas. Ele mencionou que Monique teria coagido a babá da vítima enquanto cumpria prisão domiciliar.
Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021. As investigações descartaram a versão de queda da cama, apontando agressões. Jairo Souza Santos Júnior é acusado de homicídio qualificado, e Monique Medeiros, de homicídio por omissão de socorro e homicídio qualificado na forma omissiva. O novo julgamento do caso está marcado para 25 de maio.