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MPBA aciona prefeitos de Tremedal e Belo Campo por contratações irregulares

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MPBA aciona prefeitos de Tremedal e Belo Campo por contratações irregulares
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) ajuizou ações contra os municípios de Tremedal e Belo Campo, no Sudoeste da Bahia, devido a um elevado número de contratações temporárias irregulares. As medidas, assinadas pelo promotor de Justiça Vladimir Ferreira Campos, visam obrigar as gestões municipais a realizarem concursos públicos para o preenchimento de cargos efetivos nas áreas de educação, saúde e administração.


Em Tremedal, a investigação aponta a existência de 108 contratos temporários sem respaldo legal. O último concurso público no município ocorreu em 2016 e foi restrito a agentes comunitários de saúde. Já em Belo Campo, a situação é mais crítica, com 471 contratos temporários sem lei autorizativa. O último certame realizado pela prefeitura local data de 2005.


Nas ações, o MPBA solicita, em caráter liminar, que a Justiça determine a exoneração dos servidores contratados irregularmente, permitindo, contudo, que permaneçam nos postos até a posse dos novos concursados para garantir a continuidade dos serviços essenciais. Além da realização de concursos, o órgão pede a condenação dos prefeitos José Carlos Vieira Bahia e Fidélis Pereira Reis por improbidade administrativa, além do pagamento de indenização por danos morais coletivos.


Segundo o Ministério Público, as prefeituras foram notificadas anteriormente por meio de recomendações e reuniões para a celebração de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não apresentaram avanços na regularização do quadro de pessoal. A reportagem busca contato com as assessorias de comunicação das duas prefeituras para comentar as ações.

MP-BA recomenda suspensão de show de Natanzinho Lima por cachê de R$ 800 mil em cidade do interior da Bahia

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MP-BA recomenda suspensão de show de Natanzinho Lima por cachê de R$ 800 mil em cidade do interior da Bahia
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata do contrato de R$ 800 mil firmado pela Prefeitura de Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia, para a apresentação do cantor Natanzinho Lima na 40ª Vaquejada do município. O órgão aponta que o valor está acima dos parâmetros de razoabilidade definidos em nota técnica conjunta com os Tribunais de Contas do Estado (TCE-BA) e dos Municípios (TCM-BA).


Segundo o MP-BA, a média de contratações do artista por municípios baianos em 2025 foi de R$ 604 mil, valor que, atualizado pelo IPCA, seria de R$ 624 mil em 2026. O cachê acordado pela prefeitura supera esse parâmetro em 28%. Por ser uma contratação de alta materialidade, o órgão exige comprovação rigorosa da economicidade e da conveniência da despesa para os cofres públicos.


A prefeitura tem 10 dias úteis para informar se acatará a recomendação e apresentar documentos como o processo de inexigibilidade de licitação, pareceres técnicos e relatórios que comprovem a saúde financeira do município. A gestão deve demonstrar que o pagamento não comprometerá áreas prioritárias, como saúde e educação, e declarar que não há atraso no pagamento de servidores públicos.


O MP-BA advertiu que a falta de resposta ou a recusa sem justificativa pode resultar em medidas judiciais por improbidade administrativa ou crime contra a administração pública.

Sete policiais militares vão a júri popular acusados de homicídio e ocultação de cadáver

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Sete policiais militares vão a júri popular acusados de homicídio e ocultação de cadáver
Foto: Reprodução

Sete policiais militares acusados de envolvimento na morte de Geovane Mascarenhas de Santana serão submetidos a júri popular na próxima segunda-feira (27), a partir das 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Os réus Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira respondem por homicídio qualificado, sob acusação de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.


O crime ocorreu em 2 de agosto de 2014. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), Geovane Mascarenhas pilotava sua motocicleta quando foi abordado por uma guarnição da Polícia Militar. A vítima foi conduzida na viatura, junto com o veículo, até a Rua Luiz Maria, sendo levada posteriormente para o local onde foi assassinada.


O MPBA aponta que, após o homicídio, os policiais atearam fogo no corpo da vítima para ocultar o cadáver, abandonando os restos mortais no Parque São Bartolomeu. Os denunciados também são acusados de roubo qualificado, por terem subtraído a motocicleta e o aparelho celular de Geovane Mascarenhas. Com exceção de Jailson Gomes Oliveira, todos os outros seis policiais também respondem pelo crime de ocultação de cadáver.


A denúncia do Ministério Público afirma que os policiais agiram para impossibilitar qualquer reação da vítima, mantendo-a sob custódia sem justificativa legal até o momento da execução. O julgamento é um dos desdobramentos de um dos casos de violência policial de maior repercussão no estado.

Corregedoria do TJBA monitora produtividade de juízes em teletrabalho

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Corregedoria do TJBA monitora produtividade de juízes em teletrabalho
Foto: Reprodução

A Corregedoria Judicial do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) iniciou o monitoramento da produtividade de magistrados em regime de teletrabalho em todo o estado. Em decisão publicada pelo corregedor Salomão Resedá, ficou determinada a coleta de dados para comparar o desempenho de quem atua remotamente. A medida busca garantir o cumprimento das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


Os juízes com autorização vigente que pretendem prorrogar o benefício devem apresentar laudo médico atualizado para justificar a permanência fora da unidade jurisdicional. Um levantamento com dados de produtividade já havia sido apresentado ao CNJ durante a última inspeção realizada no TJBA.


A Assessoria Especial da Presidência I já encaminhou à Corregedoria a relação completa dos magistrados autorizados. Agora, os nomes listados na decisão têm o prazo de 10 dias para se manifestarem sobre os requisitos previstos na Resolução 07/2021, que regulamenta o trabalho à distância no Judiciário. A intenção do órgão correcional é assegurar que o atendimento a advogados e a celeridade dos processos não sejam prejudicados. A decisão serve também como ofício para a notificação dos envolvidos, reforçando que a continuidade do regime remoto está condicionada aos índices de desempenho apresentados.

Pastor Moisés é investigado por injúria homofóbica em hospital de Feira de Santana

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Pastor Moisés é investigado por injúria homofóbica em hospital de Feira de Santana
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O pastor Moisés Neri dos Santos, conhecido nas redes sociais, está sob investigação por injúria com conotação homofóbica em Feira de Santana, no interior da Bahia. A denúncia foi registrada na última segunda-feira (20) dentro do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde o pastor realizava uma pregação.


A Polícia Civil informou que a 1ª Delegacia Territorial do município instaurou inquérito após um jovem de 20 anos relatar ter sido alvo de ofensas. Segundo o jovem, o pastor, de 55 anos, teria afirmado que "a homossexualidade seria abominável aos olhos de Deus". O advogado do pastor, Armênio Seixas, confirmou que a situação ocorreu durante a pregação religiosa de Moisés na unidade hospitalar.


Ainda de acordo com o advogado, o pastor nega ter cometido qualquer crime ou direcionado ofensas a uma pessoa específica. Ele argumenta que, caso alguma declaração tenha sido feita, teria sido de forma genérica e baseada em ensinamentos bíblicos. Após prestarem depoimento na delegacia do bairro Sobradinho, a vítima, uma testemunha e o pastor foram liberados. Moisés Neri dos Santos é conhecido por suas pregações em espaços públicos e privados, acumulando cerca de 234 mil seguidores nas redes sociais. Ele também já foi candidato a vereador em Feira de Santana (2024) e a deputado estadual (2022), mas não foi eleito.


O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que realiza oitivas para esclarecer as circunstâncias. A direção do Hospital Geral Clériston Andrade informou ter conhecimento da ocorrência, mas optou por não se pronunciar sobre o assunto até o momento.

Dono do Choquei nega envolvimento em esquema bilionário após prisão da PF

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Dono do Choquei nega envolvimento em esquema bilionário após prisão da PF
Foto: Divulgação

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, conhecido como dono do perfil Choquei no Instagram, negou envolvimento em um esquema bilionário de apostas ilegais e lavagem de dinheiro, após ser preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Narco Fluxo. A defesa do influenciador se manifestou na última terça-feira (21), afirmando que ele tem "plena convicção da regularidade de sua atuação".


Segundo os advogados, Raphael Sousa exerce atividade empresarial regular no ambiente digital, e os valores recebidos são provenientes exclusivamente de contratos de publicidade e marketing. A Operação Narco Fluxo, que levou à prisão de Sousa, também deteve os artistas MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, evidenciando a abrangência da investigação.


A Polícia Federal investiga Raphael como um suposto operador de mídia de uma organização criminosa que teria movimentado aproximadamente R$ 1,6 bilhão. O esquema, de acordo com as autoridades, envolvia a utilização de apostas ilegais, rifas digitais, empresas de fachada e criptoativos para a lavagem de dinheiro.


Após a detenção, a página Choquei retomou suas publicações nas redes sociais na terça-feira (21), quase uma semana depois da operação, e divulgou uma nota oficial sobre o caso, reiterando a versão da defesa do influenciador.

Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para cirurgia no ombro

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Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para cirurgia no ombro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele realize uma cirurgia no ombro direito. O procedimento, que visa corrigir lesões no manguito rotador, está agendado para esta sexta-feira (24) e pode se estender até sábado (25).


Os advogados alegam urgência médica e pediram que a autorização abranja todas as fases do tratamento, incluindo atos preparatórios, pré e pós-operatório, internação, a cirurgia em si e a reabilitação. A permissão de Moraes é indispensável, uma vez que ele é o relator da execução penal de Bolsonaro no STF.


Bolsonaro foi condenado em setembro do ano passado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder. Em março, Moraes já havia concedido prisão domiciliar ao ex-presidente por razões humanitárias, após uma internação de emergência na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular em Brasília devido a broncopneumonia.


Antes da prisão domiciliar, ele cumpria pena em uma cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, pela proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda. A decisão sobre a cirurgia agora aguarda análise do ministro.

Monique Medeiros se entrega no Rio após STF manter prisão no caso Henry Borel

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Monique Medeiros se entrega no Rio após STF manter prisão no caso Henry Borel
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Monique Medeiros se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (20) e voltou à prisão. A medida ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) manter a ordem de prisão preventiva contra ela, acusada de participação na morte do menino Henry Borel, em 2021. A decisão foi confirmada na sexta-feira (17) pelo ministro Gilmar Mendes, que rejeitou pedidos da defesa, incluindo a concessão de prazo para apresentação voluntária.


O ministro Gilmar Mendes determinou que a Secretaria estadual de Polícia Penal informe, em até 24 horas, o local onde Monique deverá permanecer presa. Em sua análise, Mendes acolheu embargos apenas para complementar a fundamentação, sem alterar o resultado da prisão imediata. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, também réu no caso Henry Borel, segue preso.


A soltura anterior de Monique, concedida pela juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), em 23 de março, havia sido baseada no argumento de "excesso de prazo". Contudo, o ministro do STF afastou essa tese, justificando a prisão preventiva pela gravidade dos fatos e por indícios de coação de testemunhas. Ele mencionou que Monique teria coagido a babá da vítima enquanto cumpria prisão domiciliar.


Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021. As investigações descartaram a versão de queda da cama, apontando agressões. Jairo Souza Santos Júnior é acusado de homicídio qualificado, e Monique Medeiros, de homicídio por omissão de socorro e homicídio qualificado na forma omissiva. O novo julgamento do caso está marcado para 25 de maio.

TJ-BA concede mais de 10 mil medidas protetivas e aponta alta na violência doméstica

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TJ-BA concede mais de 10 mil medidas protetivas e aponta alta na violência doméstica
Foto: Arquivo / Blog Sudoeste

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu 10.956 medidas protetivas de urgência entre janeiro e meados de abril de 2026, uma média de 103 decisões por dia. O dado aponta para um aumento nos casos de violência doméstica no estado, superando os números de 2025, quando foram registradas 30.149 medidas ao longo do ano.


A desembargadora Nágila Brito, presidente da Coordenadoria da Mulher do TJ-BA, atribui o crescimento à maior conscientização das vítimas sobre os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e, também, ao aumento real dos casos, possivelmente impulsionado por conteúdos misóginos na internet.


Apesar da importância dessas medidas, que preveem pena de até cinco anos de prisão em caso de descumprimento, elas nem sempre evitam desfechos trágicos, como o assassinato de uma mulher em Ipirá, na Chapada Diamantina, horas após denunciar o companheiro. A Defensoria Pública da Bahia também registrou alta na procura por atendimento e reforça a conscientização com iniciativas como o "Banco Vermelho" em sua sede, em Salvador.

MP investiga possíveis regalias para policial acusado de feminicídio em hospital de Sergipe

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MP investiga possíveis regalias para policial acusado de feminicídio em hospital de Sergipe
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) abriu investigação para apurar possíveis regalias concedidas ao policial penal Tiago Sóstenes, acusado de feminicídio, enquanto ele esteve internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, no estado de Sergipe. As suspeitas, divulgadas na última sexta-feira (17), incluem visitas sem autorização judicial e circulação livre do custodiado.


De acordo com as apurações iniciais do MPSE, Sóstenes não estaria usando algemas nem teria recebido escolta adequada durante sua internação, levantando ainda a possibilidade de acesso a aparelho celular. O órgão questionou o hospital sobre a ausência de comunicação ao Judiciário a respeito da transferência do preso e solicitou imagens das câmeras de segurança, além de esclarecimentos da unidade prisional responsável pela custódia.


Tiago Sóstenes é o principal suspeito do assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março deste ano. Ele teria atirado contra a vítima e tentado contra a própria vida. Após o crime, o policial penal foi socorrido e internado, sendo transferido para o Presídio Militar e levado novamente ao Huse no dia 9 de abril, onde permaneceu até receber alta na sexta-feira (17).


As promotoras de Justiça Luciana Duarte e Cláudia Daniela Franco, procuradas pela reportagem, informaram que não se manifestarão até a apresentação oficial das informações solicitadas ao hospital. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou não ter recebido solicitação formal do MPSE e destacou que a responsabilidade do Huse é assistencial, cabendo a outros órgãos a custódia. A Polícia Militar não se pronunciou, e a defesa de Sóstenes não foi localizada.

Ex-diretora de presídio detalha esquema de político e R$ 2 milhões por fuga em Eunápolis

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Ex-diretora de presídio detalha esquema de político e R$ 2 milhões por fuga em Eunápolis
Foto: Reprodução

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, firmou delação premiada com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e apontou o suposto envolvimento do ex-deputado federal Uldurico Júnior (MDB) com uma facção criminosa atuante no Extremo Sul da Bahia. A prisão do ex-parlamentar ocorreu na quinta-feira (16), em Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia.


Segundo a delação, divulgada inicialmente pelo Bahia Notícias, Uldurico Júnior teria exercido alta influência dentro do sistema prisional, utilizando a estrutura da unidade para se articular com detentos, incluindo Ednaldo Pereira de Souza, líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis. A colaboradora indicou que o grupo inicialmente atuou na captação de votos entre presos provisórios, familiares e contatos externos, com o esquema envolvendo o pagamento de R$ 100 por voto, intermediado por integrantes da facção.


Joneuma Silva Neres revelou ainda que sua nomeação para o cargo teria sido estratégica para facilitar interesses dentro do presídio. Após perder a eleição municipal de 2024 em Teixeira de Freitas, também no Sul da Bahia, Uldurico Júnior teria pressionado por recursos, culminando em um acordo de R$ 2 milhões com a facção para facilitar a fuga de detentos.


A fuga, que ocorreu em 12 de dezembro de 2024, resultou na escapada de 16 presos do Conjunto Penal de Eunápolis, após abrirem um buraco na estrutura. Até o momento, 13 permanecem foragidos, dois foram mortos e um foi recapturado.

Justiça condena dois pela morte de Mãe Bernadete a até 40 anos de prisão

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Justiça condena dois pela morte de Mãe Bernadete a até 40 anos de prisão
Foto: Reprodução

Dois homens foram condenados na última terça-feira (13) pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete. O Tribunal do Júri, realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, sentenciou Arielson da Conceição Santos, executor do crime, a 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão, e Marílio dos Santos, mandante, a 29 anos e 9 meses. A vítima foi morta no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.


A condenação foi por homicídio qualificado, com motivo torpe, uso de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e emprego de arma de uso restrito. A juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos manteve a prisão preventiva de Arielson e expediu mandado de prisão para Marílio, que segue pendente de cumprimento. A atuação do Ministério Público da Bahia (MPBA) no julgamento destacou que a motivação do assassinato estava ligada à oposição de Mãe Bernadete à expansão do tráfico de drogas na comunidade quilombola.


O promotor de Justiça Raimundo Moinhos afirmou que o MP se sente com o dever cumprido após o reconhecimento de todos os crimes impostos aos acusados pelo Conselho de Sentença. Jurandir Pacífico, filho de Mãe Bernadete, expressou que, apesar da dor, a sensação é de justiça feita por um crime que "abalou não só a Bahia, mas o Brasil e o mundo".


Mãe Bernadete foi executada em 17 de agosto de 2023, dentro de sua residência, na sede da associação quilombola. As investigações da "Operação Pacific" revelaram que a líder religiosa foi alvejada com 25 tiros na frente de três de seus netos. A execução foi motivada pela sua postura firme contra o tráfico no Quilombo Pitanga dos Palmares e pela retirada de uma barraca de Marílio dos Santos, conhecida como "Maquinista", usada para a venda de drogas. Outros três denunciados pelo crime, Sérgio Ferreira de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Ydney Carlos dos Santos de Jesus, ainda aguardam julgamento.

Prazo para tirar, transferir e regularizar título de eleitor termina em 6 de maio

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Prazo para tirar, transferir e regularizar título de eleitor termina em 6 de maio
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Eleitoras e eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral. O prazo vale para quem pretende votar nas eleições deste ano.


Quem estiver com o título cancelado ou irregular após a data não poderá votar. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.


O atendimento pode ser feito pelo Autoatendimento Eleitoral, no portal do TSE, ou presencialmente em cartórios e postos da Justiça Eleitoral. Para emitir o título, é necessário apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e, em alguns casos, comprovante de quitação do serviço militar.

Justiça manda Planserv parar de cobrar taxa irregular de beneficiários

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Justiça manda Planserv parar de cobrar taxa irregular de beneficiários
Foto: Reprodução

A Justiça da Bahia concedeu decisões liminares determinando a suspensão de descontos relacionados à “parcela de risco” do Planserv nos contracheques de três servidores estaduais vinculados à Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). O juiz avalia que a cobrança adicional desvirtua a natureza do plano e cria desigualdades entre os funcionários públicos. 

As decisões foram proferidas pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, na terça-feira (7), após os professores alegarem que aderiram ao plano de saúde sem informação prévia sobre a cobrança adicional. Segundo os processos, os valores passaram a ser descontados mensalmente sem transparência no momento da contratação.

A parcela de risco é uma taxa cobrada aos servidores que aderem ao Planserv após cinco anos da entrada no serviço público estadual. O valor é cobrado por faixa etária, sendo a taxa mais cara quanto maior for a idade do beneficiário. O valor varia entre R$ 89,74 e R$ 588,39. 

Os contracheques anexados às ações mostram cobranças que variam de R$ 208,35 a R$ 287,12, além de casos em que os descontos superam R$ 500 por mês, o que, segundo os autores, compromete diretamente o orçamento. As ações foram protocoladas através da assessoria jurídica da Associação dos Docentes da Uesc. A entidade abriu chamado para adesão às ações judiciais em dezembro do ano passado. 

MPBA denuncia homem por morte de irmãos atropelados em Ibirataia

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MPBA denuncia homem por morte de irmãos atropelados em Ibirataia
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia denunciou à Justiça, na quarta-feira (1º), um homem acusado de atropelar e matar dois irmãos, de 5 e 13 anos, em Ibirataia, no Sul da Bahia. Segundo o órgão, o caso ocorreu na noite de sexta-feira (7 de março), na BA-120, e envolve suspeita de ingestão de bebida alcoólica antes da direção.


De acordo com a denúncia, o motorista conduzia o veículo em velocidade incompatível com a via quando invadiu a lateral da pista e atingiu as vítimas, que estavam de bicicleta no acostamento acompanhadas de familiares. O MPBA aponta que a forma como o crime ocorreu dificultou qualquer possibilidade de defesa das crianças.


As investigações também indicam que, após o atropelamento, o acusado deixou o local sem prestar socorro e seguiu até um bar próximo, onde teria solicitado mais bebida alcoólica. O comportamento após o ocorrido é citado na denúncia como elemento relevante para a responsabilização.


O Ministério Público solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva do denunciado. O caso segue em tramitação e será analisado pelo Judiciário.

Júri condena viúvo e outros dois a mais de 30 anos de prisão pela morte da cantora Sara Freitas

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Júri condena viúvo e outros dois a mais de 30 anos de prisão pela morte da cantora Sara Freitas
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal do Júri de Dias D'Ávila condenou nesta quarta-feira (25) três acusados pelo feminicídio da cantora gospel Sara Freitas, assassinada em 24 de outubro de 2023 na entrada do povoado Leandrinho. O julgamento ocorreu no Fórum Criminal do município.


Ederlan Santos Mariano, viúvo da vítima e apontado como mentor do crime, foi condenado a 34 anos e cinco meses de prisão. Victor Gabriel Oliveira Neves recebeu pena de 33 anos e dois meses. Weslen Pablo Correia de Jesus foi condenado a 28 anos e seis meses, com redução em razão da confissão apresentada durante o julgamento. Os três foram condenados por feminicídio qualificado por motivo torpe, mediante pagamento e promessa de recompensa, cometido com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.


Segundo a denúncia sustentada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), Sara foi atraída sob o falso pretexto de participar de um evento religioso. Ela foi morta com 22 facadas e o corpo foi ocultado e queimado em seguida. Os acusados agiram de forma organizada, com divisão de tarefas, motivados por promessa de recompensa financeira e interesses ligados à carreira artística de um dos envolvidos. Os três também responderam por ocultação de cadáver e associação criminosa.


Em abril de 2025, um quarto acusado já havia sido condenado pelo crime. Gideão Duarte de Lima, ex-motorista de aplicativo apontado como responsável por conduzir a cantora até o local do assassinato, foi sentenciado a 20 anos e 4 meses de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Júri condena viúvo e outros dois a mais de 30 anos de prisão pela morte da cantora Sara Freitas
Foto: Divulgação/MP-BA

MP recomenda suspensão do fechamento de escola rural em Novo Horizonte

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MP recomenda suspensão do fechamento de escola rural em Novo Horizonte
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou a suspensão imediata do fechamento da Escola Municipal Mem de Sá, localizada na comunidade de Palmeiras, zona rural de Novo Horizonte. A recomendação foi feita pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente após denúncias de que a unidade estaria sendo fechada sem diagnóstico de impacto e sem consulta formal à comunidade escolar, como exigem as normas educacionais. Segundo o MP, moradores relataram que crianças da região estariam percorrendo diariamente entre 4 e 7 quilômetros em estradas vicinais com lama, buracos ou poeira para chegar a outras escolas, o que pode comprometer a segurança e aumentar o risco de evasão escolar. O órgão orientou a Prefeitura de Novo Horizonte e a Secretaria Municipal de Educação a elaborar um relatório técnico sobre os impactos da medida, realizar consulta à comunidade escolar e encaminhar o processo ao Conselho Municipal de Educação antes de qualquer decisão definitiva. De acordo com o promotor, o fechamento de escolas do campo sem planejamento e participação da comunidade pode violar o direito constitucional à educação e contrariar normas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Ator José Dumont é preso no Rio após condenação por estupro de vulnerável

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Ator José Dumont é preso no Rio após condenação por estupro de vulnerável
Foto: Reprodução

O ator José Dumont, de 75 anos, foi preso na noite desta terça-feira (3), no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após o cumprimento de mandado de prisão decorrente de condenação por estupro de vulnerável. A pena, fixada em nove anos e quatro meses de reclusão, foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e já transitou em julgado. Segundo as investigações, o caso ocorreu em 2022. De acordo com o processo, o ator levou um menino de 11 anos para o interior de seu apartamento, filho de uma ambulante que vendia cuscuz na porta do prédio. Moradores denunciaram a situação às autoridades e relataram que a criança já teria ido outras vezes ao local. Dumont foi localizado em casa após trabalho de inteligência da Polícia Civil, conduzido à delegacia para os procedimentos de praxe e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Com mais de quatro décadas de carreira, o ator participou de produções como Pantanal (1990), Terra Nostra (1999), América (2005), Velho Chico (2016) e Todas as Flores (2022), além de atuar em cerca de 50 produções no cinema.

Após quase cinco anos Tribunal do Júri condena Rafael a 22 anos e 5 meses pela morte de Sashira

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Após quase cinco anos Tribunal do Júri condena Rafael a 22 anos e 5 meses pela morte de Sashira
Foto: Reprodução/Acorda Cidade

Após cerca de 19 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou Rafael de Souza Lima a 22 anos e 5 meses de prisão, em regime fechado, pela morte da jovem Sashira Camilly Cunha Silva. A sentença foi proferida pela juíza Márcia Simões no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana, onde o julgamento foi realizado após o desaforamento do processo. O crime ocorreu em 15 de setembro de 2021, em Vitória da Conquista, mas o júri foi transferido de comarca diante da forte comoção social e do risco à imparcialidade do Conselho de Sentença. A decisão atendeu a pedido fundamentado durante a fase processual. Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público e da assistência de acusação, reconhecendo o homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além da qualificadora do feminicídio e do crime de ocultação de cadáver. A condenação seguiu exatamente os termos sustentados em plenário. De acordo com a acusação, o crime foi premeditado. Rafael teria atraído a ex-namorada até uma lanchonete, onde a jovem teria ingerido bebida supostamente adulterada. A investigação aponta que, posteriormente, ela foi atacada com golpes de arma branca e também submetida a estrangulamento. O laudo pericial indicou múltiplas lesões, inclusive ferimentos compatíveis com tentativa de defesa. Após o assassinato, o corpo foi levado para a zona rural de Planalto, onde foi abandonado. O veículo da vítima também foi deslocado para outro município, numa tentativa de dificultar as investigações. Segundo o Ministério Público, o carro seria negociado para quitar dívidas relacionadas à execução do crime. Durante o julgamento, os advogados assistentes de acusação destacaram que o reconhecimento de todas as qualificadoras reforça o enquadramento do caso como feminicídio. A defesa ainda pode recorrer da decisão. Outros dois denunciados como coautores ainda serão julgados. Um deles permanece preso e o outro responde ao processo em liberdade. A condenação encerra uma etapa de um caso que marcou Vitória da Conquista e ganhou repercussão estadual, tornando-se símbolo do enfrentamento à violência contra a mulher.

Após quase cinco anos Tribunal do Júri condena Rafael a 22 anos e 5 meses pela morte de Sashira
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Acusado de feminicídio de Sashira Camilly em Vitória da Conquista será julgado nesta terça-feira em Feira de Santana

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Acusado de feminicídio de Sashira Camilly em Vitória da Conquista será julgado nesta terça-feira em Feira de Santana
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O julgamento de Rafael Souza, acusado do feminicídio da estudante Sashira Camilly Cunha Silva, de 19 anos, acontece nesta terça-feira (10), no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana. O crime ocorreu em 15 de setembro de 2021, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Segundo a acusação, a jovem foi morta após um ataque cometido pelo ex-namorado. O caso teve grande repercussão no estado e levou o Tribunal de Justiça da Bahia a determinar a transferência do julgamento para Feira de Santana, por razões de segurança e imparcialidade do júri. O réu responde por feminicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O Conselho de Sentença também irá analisar a acusação de ocultação de cadáver. A assistência de acusação será feita pelos advogados Luciana Silva e Frank Ribeiro. Ao comentar a transferência do júri, a advogada Luciana Silva destacou o caráter simbólico da decisão. Segundo ela, realizar o julgamento fora de Vitória da Conquista reforça a mensagem de que crimes de feminicídio não devem ser tolerados. “Esse julgamento em Feira de Santana mostra para a Bahia e para o Brasil que a sociedade não aceita mais a morte de mulheres, especialmente de jovens que tiveram seus sonhos interrompidos”, afirmou. De acordo com a assistência de acusação, a expectativa é de que os jurados reconheçam todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, com base em provas periciais, testemunhais e nos autos do processo. “A condenação não muda o passado, mas aponta para o futuro que queremos: um futuro em que o feminicídio não seja tolerado em nenhuma cidade do país”, concluiu a advogada.

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