Por: Redação/Blog Sudoeste | ter, 24/03/2026 - 09:00
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou nesta segunda-feira (23) que deixará o cargo no dia 30 de março para disputar uma vaga no Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. A confirmação foi feita em entrevista ao Jornal da Record, da TV Record. Segundo o ministro, o dia 30 será marcado por uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para balanço da gestão e formalização da transição com os novos ocupantes das pastas.
Rui Costa projetou que entre 17 e 18 ministros ou pessoas em cargos de destaque no governo federal devem deixar seus postos para se candidatar nas eleições deste ano. O ex-governador da Bahia também defendeu que o debate eleitoral de 2026 seja pautado por propostas e resultados, e não por polarização.
Em outubro, serão disputadas duas vagas ao Senado pelo estado da Bahia.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), deixou claro que sua candidatura ao Senado em 2026 não é apenas um projeto pessoal e partidário, mas uma decisão pactuada com o presidente Lula (PT). A confirmação veio acompanhada de um sinal concreto de que o movimento já está em marcha: Rui tem substituta definida no comando da Casa Civil, o que indica que sua saída do governo para disputar as eleições está totalmente alinhada com o Palácio do Planalto. Em entrevista à Rádio 95 FM, em Jequié, nesta quinta-feira (29), o ministro confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, foi indicada por Lula para assumir o ministério a partir de abril. Segundo Rui, a decisão já foi comunicada oficialmente pelo presidente, que optou por manter alguém da própria equipe para evitar descontinuidade administrativa. A definição é interpretada como o fechamento definitivo da chapa governista ao Senado. Com Rui Costa e o senador petista Jaques Wagner já posicionados como candidatos à reeleição, o PT passa a trabalhar com uma composição considerada “fechada”, sem margem para acomodar um terceiro nome da base. Nesse desenho, a candidatura do senador Angelo Coronel (PSD) à reeleição só seria viável em um cenário improvável: a desistência de Wagner. O petista, no entanto, já afirmou publicamente que disputará a reeleição, o que praticamente inviabiliza a permanência de Coronel na chapa majoritária governista. Mesmo respaldado pelo PSD, inclusive para concorrer de forma avulsa, Coronel passa a enfrentar um ambiente político cada vez mais adverso. A movimentação de Rui, avalizada por Lula, reforça a estratégia do PT de concentrar o projeto de 2026 em nomes do próprio partido, elevando a tensão com aliados históricos e antecipando um rearranjo mais amplo no tabuleiro eleitoral da Bahia.