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Bolivazinho Motos

Polícia prende foragido por crimes sexuais contra crianças em casa religiosa de Conquista

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Polícia prende foragido por crimes sexuais contra crianças em casa religiosa de Conquista
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu na sexta-feira (17) um homem de 30 anos, em Iuiú, após ele estar foragido há mais de um ano. O suspeito é investigado por crimes sexuais praticados contra crianças em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia.


A prisão preventiva foi cumprida em uma ação conjunta do Núcleo da Criança e do Adolescente (NCA), da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Vitória da Conquista), e da Delegacia Territorial de Iuiú. As investigações do NCA apontaram que quatro crianças, com idades entre 7 e 10 anos, foram vítimas de estupro de vulnerável e aliciamento para fins libidinosos por meio de comunicação.


De acordo com os depoimentos colhidos, o indivíduo teria se aproveitado da confiança adquirida no contexto de uma casa religiosa, frequentada por ele e pelas vítimas, para se aproximar. Ele exibia para as crianças, sob ameaças, vídeos de conteúdo pornográfico em seu aparelho celular e, em alguns casos, praticava atos de natureza sexual. As declarações das crianças, colhidas em escuta protegida, e de seus responsáveis legais revelaram um padrão de comportamento repetitivo por parte do investigado.


Após ser capturado, o homem foi encaminhado para a unidade policial, onde os procedimentos legais foram formalizados. Ele permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.

Juiz e delegado de Riacho de Santana são investigados por suposto conluio e coação de menores

Juiz e delegado de Riacho de Santana são investigados por suposto conluio e coação de menores
Foto: Reprodução

A cidade de Riacho de Santana, no oeste da Bahia, vive um cenário de supostos abusos de poder, violação de direitos e conluio entre autoridades. As acusações, que envolvem o juiz de direito Paulo Rodrigo Pantusa e o delegado de polícia Sandro Marco Nunes Gomes, apontam para uma suposta estrutura de perseguição, fraude processual e até tortura psicológica, com foco em processos de crimes sexuais. O epicentro das denúncias gira em torno do tratamento dado a uma adolescente, então com 14 anos. Em depoimentos manuscritos, a qual o Bahia Notícias teve acesso, a jovem narra uma sequência de eventos angustiantes.  Ela relata ter sido retirada da casa da avó por conselheiros tutelares e policiais, com a presença do próprio juiz Pantusa e sua assessora, para depor falsamente contra um homem mantido preso de forma ilegal pelo juiz. Segundo o testemunho, ela foi colocada na viatura policial, teve seu celular apreendido e a senha exigida pelo magistrado. Em outro momento, afirma ter sido levada ao fórum e à delegacia, onde, acompanhada pelo juiz, pelo delegado e pela investigadora Amanda Santos Silva, teria sofrido pressão psicológica. A menina narra que o juiz Pantusa ameaçou enviá-la para Salvador [em uma casa de acolhimento] caso não colaborasse e dissesse "o que ele queria saber". A assessora do juiz, a teria levado ao banheiro para reforçar a coação, segundo o relato. De acordo com a denúncia, durante as escutas especializadas no Creas, a assessora permaneceu na sala, o que é vedado pela Lei 13.431/2017, que busca preservar a criança de qualquer constrangimento. A defesa dos réus nos processos que envolvem a adolescente, representada pelo advogado Aslon Victor Rodrigues Lima, alega que as provas foram colhidas por meio de "tortura psicológica" e "medidas medievais", resultando em nulidade absoluta. Ele impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pedindo a soltura dos acusados e o trancamento da ação penal. Em resposta ao habeas corpus, o juiz Paulo Rodrigo Pantusa negou veementemente as acusações. O juiz afirmou que agiu a pedido do pai da adolescente, que, desesperado com a situação de drogadição e prostituição da filha, teria buscado ajuda do Judiciário. Contudo, as denúncias contra o juiz vão além deste caso.  Há relatos de que o magistrado teria tido problemas de renovação de contrato em comarcas como Guanambi e Caetité, devido a queixas sobre sua atuação iniciando processos (prática vedada pela jurisdição). Há ainda uma investigação em curso, supostamente envolvendo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, sobre a possível adulteração de documentos no sistema processual eletrônico (PJE). O delegado Sandro Marco Nunes Gomes também é alvo de múltiplas acusações. Além de seu nome constar no suposto episódio de coação à adolescente, ele é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil da Bahia em um procedimento que apura crimes de fraude processual, extorsão e associação criminosa. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Bahia (OAB-BA), interveio diretamente. Em julho de 2025, realizou um desagravo público em Riacho de Santana em defesa do advogado Aslon Lima, que relatou ter sido ofendido pelo delegado e ter tido clientes com depoimentos modificados.
A OAB encaminhou o nome do delegado ao Cadastro Nacional de Violadores de Prerrogativas do CFOAB e solicitou ao secretário de Segurança Pública do Estado atenção ao caso, inclusive sobre um pedido de transferência do policial. As acusações contra o delegado falam ainda acerca de uma denúncia de que ele teria abusado de uma jovem mãe dentro da delegacia e tentado estuprá-la em seu carro particular, enquanto a vítima segurava seu filho autista no colo, coagindo-a a assinar documentos em branco. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) confirmou que recebeu notícias de fato relacionadas ao juiz e ao delegado e que as apurações estão em andamento, sob sigilo. A Corregedoria da Polícia Civil e o Tribunal de Justiça da Bahia, quando procurados para esta reportagem, não se manifestaram. Ambas as instituições são a forma de contato da imprensa com integrantes do quadro de servidores.
Veja carta da menor:

Juiz e delegado de Riacho de Santana são investigados por suposto conluio e coação de menores
Juiz e delegado de Riacho de Santana são investigados por suposto conluio e coação de menores
Juiz e delegado de Riacho de Santana são investigados por suposto conluio e coação de menores
Juiz e delegado de Riacho de Santana são investigados por suposto conluio e coação de menores

Sargento da reserva da PM-BA é preso por crimes sexuais contra crianças e adolescentes

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Sargento da reserva da PM-BA é preso por crimes sexuais contra crianças e adolescentes
Foto: Divulgação/MPBA e SSP

Um sargento da reserva da Polícia Militar foi preso na manhã desta quarta-feira (18) em Teodoro Sampaio, interior da Bahia, suspeito de praticar crimes sexuais contra crianças e adolescentes no município. A prisão ocorreu durante a Operação Alerta Laranja, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Segundo as investigações, o policial, que atuava como tutor e professor em escolas públicas da cidade, teria aliciado crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em situação de vulnerabilidade social, oferecendo benefícios assistenciais em troca de favores sexuais. Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, com apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos que serão analisados para aprofundar as investigações. Um segundo investigado é suspeito de ajudar o sargento na ocultação de provas. Os elementos colhidos até agora apontam para a prática de crimes de estupro, estupro de vulnerável e assédio sexual. O MP-BA reforça que denúncias de crimes dessa natureza podem ser feitas pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, ou pelo Disque 127, do Ministério Público, além das Promotorias de Justiça e pelo site atendimento.mpba.mp.br. Pais e responsáveis devem estar atentos a sinais de alteração de comportamento em crianças e adolescentes e acionar imediatamente a rede de proteção e as autoridades em caso de suspeita de violência sexual.

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