Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | ter, 21/04/2026 - há 51 min
O Jornal Nacional, da TV Globo, exibiu, na noite desta segunda-feira (20), imagens da delação premiada de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia. No trecho veiculado pela TV Globo, ela admite ter feito "vista grossa" para o barulho de uma furadeira usada pelos presos para abrir a parede da unidade, e revela que parte da propina do ex-deputado federal Uldurico Júnior foi entregue em uma caixa de sapatos.
No vídeo, Joneuma atribui o sucesso da fuga, ocorrida em dezembro de 2024, a uma combinação de fatores: a cópia das chaves, a demora da polícia e os servidores presentes na unidade naquele dia. Ela creditou a organização do plano a Ednaldo Pereira de Souza, o "Dada", líder do Primeiro Comando de Eunápolis, descrevendo a ação como "muito bem elaborada, com apoio logístico muito bom". Ao final do trecho, concluiu: "Todo o resto colaborou."
Na mesma data, uma operação do MP-BA, da SSP-BA e das Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro foi deflagrada no Vidigal, Zona Sul do Rio, com o objetivo de prender o "Dada" e outras lideranças da facção escondidas na região. O alvo principal não foi localizado, mas Núbia Santos Oliveira, apontada como operadora financeira do grupo e esposa do também líder Wallas Souza Soares, o "Patola", foi presa. Ela tinha dois mandados em aberto por tráfico e homicídio.
Por: Alan Rich / Blog Sudoeste | sáb, 18/04/2026 - 11:00
O ex-ministro Geddel Vieira Lima se manifestou neste sábado (18) após ter seu nome citado na delação premiada da ex-diretora Joneuma Silva Neres, presa em Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia. Geddel negou qualquer envolvimento e acusou o ex-deputado Uldurico Jr. de ter "problemas psiquiátricos" e ser "envolvido com drogas", utilizando seu nome para acobertar crimes.
A delação de Joneuma, que facilitou a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, teria apontado cobranças de R$ 1 milhão por parte de Geddel a Uldurico Jr. Em declaração ao BNews, o ex-ministro afirmou que tratava Uldurico apenas como um quadro partidário e que só descobriu seu "caráter e vagabundagem" após o ocorrido.
Geddel descartou qualquer relação com a ex-diretora e classificou Uldurico como "inconsequente e irresponsável". "O caso dele é psiquiátrico, tem que ter tratamento psiquiátrico. Ele é envolvido com drogas", declarou, pedindo rigor da Justiça contra o ex-deputado por usar seu nome "descaradamente" para acobertar crimes de terceiros.
A reportagem tentou contato com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP-BA) para posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação.
A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, firmou delação premiada com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e apontou o suposto envolvimento do ex-deputado federal Uldurico Júnior (MDB) com uma facção criminosa atuante no Extremo Sul da Bahia. A prisão do ex-parlamentar ocorreu na quinta-feira (16), em Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia.
Segundo a delação, divulgada inicialmente pelo Bahia Notícias, Uldurico Júnior teria exercido alta influência dentro do sistema prisional, utilizando a estrutura da unidade para se articular com detentos, incluindo Ednaldo Pereira de Souza, líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis. A colaboradora indicou que o grupo inicialmente atuou na captação de votos entre presos provisórios, familiares e contatos externos, com o esquema envolvendo o pagamento de R$ 100 por voto, intermediado por integrantes da facção.
Joneuma Silva Neres revelou ainda que sua nomeação para o cargo teria sido estratégica para facilitar interesses dentro do presídio. Após perder a eleição municipal de 2024 em Teixeira de Freitas, também no Sul da Bahia, Uldurico Júnior teria pressionado por recursos, culminando em um acordo de R$ 2 milhões com a facção para facilitar a fuga de detentos.
A fuga, que ocorreu em 12 de dezembro de 2024, resultou na escapada de 16 presos do Conjunto Penal de Eunápolis, após abrirem um buraco na estrutura. Até o momento, 13 permanecem foragidos, dois foram mortos e um foi recapturado.
Por: Redação/Blog Sudoeste | sex, 20/03/2026 - há 18 horas
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal um termo de confidencialidade, primeiro passo formal para a celebração de um acordo de colaboração premiada. O documento foi firmado após meses de impasse nas negociações.
A assinatura se tornou viável depois que Vorcaro deixou a Penitenciária Federal de Brasília, onde o acesso aos advogados era limitado pelas regras do estabelecimento. A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que também garantiu ao ex-banqueiro o direito de se comunicar com a defesa sem gravação.
Agora, a expectativa é que Vorcaro intensifique as reuniões com seus advogados antes de avançar nas tratativas com PF e PGR para apresentação de provas e depoimentos. Ao final do processo, caberá a André Mendonça homologar o eventual acordo.