Por: Redação/Blog Sudoeste | sex, 20/03/2026 - há 20 horas
O Ministério de Minas e Energia pediu à Aneel o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia elétrica previstos para março de 2026. O pedido foi formalizado por ofício assinado pelo secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, enquanto o governo federal conduz análises para encontrar alternativas que reduzam o impacto nas contas de luz.
O documento aponta que o adiamento abriria espaço para concluir estudos e, a depender das medidas adotadas, viabilizar reajustes próximos de zero em alguns casos. O objetivo declarado é reduzir o efeito sobre os consumidores sem comprometer o equilíbrio regulatório do setor.
A Aneel encaminhou o pedido para avaliação interna e não confirmou se vai acatá-lo. Março concentra revisões tarifárias relevantes, e uma eventual postergação pode afetar a previsibilidade das distribuidoras. O tema ganha peso diante da expectativa de alta média de 8% nas contas de luz ao longo de 2026, percentual acima da inflação projetada de 4,1% para o ano.
O salário mínimo será reajustado em R$ 103 a partir de janeiro de 2026 e passará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621. A informação foi confirmada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor serve de referência para cerca de 60 milhões de brasileiros. Segundo o governo federal, o reajuste segue a regra de valorização do salário mínimo em vigor até 2030, que considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, com limite máximo de 2,5%. Em 2025, o INPC ficou abaixo das projeções iniciais, o que resultou em um aumento menor do que o previsto anteriormente. O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que o reajuste representa o cumprimento de um compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha para o terceiro mandato e destacou o papel do salário mínimo como instrumento de distribuição de renda. O novo valor impacta não apenas os salários dos trabalhadores, mas também aposentadorias e pensões do INSS, além de benefícios como o Abono Salarial e programas assistenciais, a exemplo do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). O salário reajustado passa a ser referência a partir de janeiro e será pago a partir de fevereiro de 2026.