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Família denuncia falhas no atendimento após morte de bebê durante parto em Tanhaçu

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Família denuncia falhas no atendimento após morte de bebê durante parto em Tanhaçu

Uma moradora de Tanhaçu, no sudoeste da Bahia, relatou ter perdido o filho por asfixia grave ao nascer após um trabalho de parto marcado por fragilidade no atendimento e falta de amparo emocional. O caso ocorreu no Hospital Municipal no dia (16). A mãe, identificada como Isadora Pereira, afirmou que deu entrada na unidade, foi avaliada e recebeu a informação do médico de plantão de que o hospital não possuía estrutura para realizar o parto. Segundo o relato, o profissional comunicou que iniciaria o processo de regulação para outra unidade. No dia seguinte, com a troca de equipe, um novo médico teria iniciado a indução do parto alegando que o procedimento poderia ser realizado no próprio hospital. Isadora afirmou ter se sentido desassistida e exposta durante o atendimento. Segundo ela, procedimentos foram realizados sem explicação prévia ou consentimento claro, em meio à presença de pessoas que, em sua percepção, não possuíam qualificação técnica para determinadas práticas. A paciente relatou ainda que viveu momentos de intensa dor e vulnerabilidade enquanto aguardava definição sobre a regulação. A transferência só ocorreu posteriormente, quando a paciente foi encaminhada ao Hospital Municipal de Brumado. Na unidade, o parto aconteceu rapidamente, mas o bebê não resistiu às complicações decorrentes da asfixia. A família informou que busca esclarecimentos formais e já iniciou medidas legais para apuração do caso. A mãe declarou que acredita que falhas no atendimento inicial contribuíram para o desfecho e reforçou que deseja alertar outras famílias sobre a importância do acompanhamento adequado durante o parto. Em nota, a Prefeitura de Tanhaçu, por meio da secretária de saúde Ana Valéria, afirmou que se solidariza com a perda e que todos os encaminhamentos seguiram os protocolos oficiais. A gestão informou que o pedido de regulação foi reiterado diversas vezes, mas inicialmente não houve liberação de vaga. Segundo o município, nenhuma transferência pode ser feita sem autorização da regulação estadual. Assim que o procedimento foi autorizado, a paciente foi encaminhada acompanhada pelos profissionais previstos nas normas de atendimento.

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